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 CO2 caseiro... Dúvidas.

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LucasPereira
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Mensagens : 3
Data de inscrição : 24/08/2008

MensagemAssunto: CO2 caseiro... Dúvidas.   Dom Ago 24, 2008 10:12 am

Olá amigos eu tenho 1 plantado e coloquei o CO2 caseiro ontem mas até agora não vejo saindo 1 bolha, a garrafa já está acima do nível do aquas, não existe nenhum vazamento, mas a mangueira está com agua dentro é normal?

Existe outros tipos de fazer o CO2?

Por favor, me ajudem.
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Augusto Gadelha
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MensagemAssunto: Injetor caseiro de CO2   Qui Jan 15, 2009 10:15 pm

Um kit de injeção de co2 pressurizado é um investimento caro. Logicamente é a melhor opção para aquários plantados, pois possibilita um maior controle do volume de co2 liberado na água. Agora se você quer injetar co2 no seu aquário e não quer gastar, a melhor opção é um injetor caseiro.

Você pode estar apenas querendo ver como a injeção de co2 afeta o crescimento de suas plantas para então adquirir um kit de injeção pressurizado ou então tem vários aquários e é o meio mais barato de injetar co2 em todos, o motivo não importa, um injetor caseiro serve muito bem ao nosso propósito e é plenamente adaptável a aquários de diversos tamanhos.

CO2 é a ligação covalente entre os dois átomos de oxigênio (O) e um átomo de carbono (C). O co2 é utilizado pelas plantas aquáticas. O carbono é utilizado como ingrediente para seu próprio crescimento e o oxigênio é retornado à coluna de água, este é importante para todos os organismos vivos que dependem da presença de oxigênio na água. Esse evento ocorre sobre a influência da luz, e é chamado fotossíntese. Quando não há presença de luz o processo é interrompido e as plantas utilizam o oxigênio e liberam o dióxido de carbono.

Em aquários plantados não é aconselhável o uso de aeradores ou filtros que produzem bolhas, as bolhas de ar produzidas por aeradores ou semelhantes ajudam a dissipar o co2 dissolvido na água para a atmosfera reduzindo sua concentração a níveis muito baixos. De um modo geral, pode-se dizer que uma taxa de CO2 entre três e 15 miligramas por litro de água (mg/l) é adequada para a maioria dos casos, entretanto, taxas mais elevadas podem ser usadas dependendo de outras variáveis.
Concentrações acima de 40 mg/l por períodos prolongados são prejudiciais para os peixes, podendo levá-los à morte.

É errado pensar que existe uma relação de proporção inversa entre a concentração de oxigênio e a de gás carbônico no aquário. Isso não é verdade, os dois gases podem estar em concentrações simultaneamente altas ou baixas, dependendo de vários fatores. Na verdade, um aquário bem plantado, com boa iluminação e uma concentração relativamente alta de co2, terá obrigatoriamente uma elevada concentração de oxigênio, já que a atividade de fotossíntese será intensa.

Um belo aquário de plantas pode ser mantido com boa iluminação, fertilização adequada e controle da qualidade da água através das próprias plantas, do sistema de filtragem e de trocas parciais regulares; no entanto, aquários com vegetação luxuriante, como os que vemos em algumas fotos dificilmente serão conseguidos sem um aumento da taxa de co2 através de algum sistema de dissolução desse gás na água do aquário.

A dissolução do co2 na água dá-se por simples contato, quanto mais tempo as bolhas do gás demorarem para atingir a superfície, mais co2 será dissolvido na água. Por isso, para otimizar o consumo, utilizam-se sinos submersos que retêm o gás mais tempo em contato com a água.

CO2, pH e dureza carbonatada (KH)

Se você testar o pH da água do seu aquário plantado ao final de um período de iluminação e comparar com a testagem feita ao final de um período de escuridão, notará uma pequena variação. A água será ligeiramente mais ácida após o período sem luz. Isso reflete a variação na concentração de CO2. Durante o período de luz as plantas absorvem CO2, utilizado na fotossíntese, reduzindo a sua quantidade. Já no período sem luz, elas cessam a fotossíntese e, portanto, a absorção de CO2, mas continuam a liberar CO2 pelo processo de respiração. Assim, quando há iluminação a taxa de gás carbônico diminui, aumentando quando não há luz suficiente para a reação de fotossíntese.

Esse efeito da taxa de CO2 sobre o pH deve-se ao ácido carbônico, que é formado em pequena quantidade quando esse gás é dissolvido na água (CO2 + H2O = H2CO3). Em que medida o ácido carbônico fará variar o pH, irá depender de um outro parâmetro denominado "dureza carbonatada" (representado por KH ou dCH), que expressa a concentração de carbonatos e bicarbonatos dissolvidos na água (não confundir com a dureza total, GH ou dH, que é a soma da dureza carbonatada e da não carbonatada, provocada por outros minerais, como sulfatos, cloretos e nitratos). Esses minerais têm a propriedade, denominada "capacidade tampão", de neutralizar o efeito dos ácidos, diminuindo, assim, as variações do pH. Qualquer aquarista que já tenha tentado acidificar através de produtos químicos uma água com dureza carbonatada alta, sabe como tal tarefa é difícil, após algum tempo o pH retorna ao mesmo valor anterior ou muito próximo. Quanto menor o KH, mais sensível será a diminuição do pH pelo aumento do ácido carbônico ou de qualquer outra substância ácida. Os testes de KH não são tão fáceis de encontrar como os de pH, pois não são ainda produzidos pela industria aquarística nacional, mas podem ser conseguidos em algumas boas lojas que trabalham com material importado.

Essa interação dos parâmetros é importante para o aquariófilo que pretende utilizar a injeção de CO2 por que, conhecendo a dureza carbonatada, poderá facilmente controlar a concentração do gás através da medida do pH. A tabela abaixo mostra as diversas concentrações aproximadas de CO2 (mg/l) em função do cruzamento do KH e do pH. A área sombreada marca os limites ótimos, dentro dos quais estão assegurados níveis adequados às plantas sem risco à saúde dos peixes.



Gerador de CO2 a base de fermento

Material



- Garrafa plástica de refrigerante de 2 litros. vazia com a tampa plástica de rosca
- Tubo plástico do tipo usado nas bombas de ar para aquário
- Conexão de plástico simples para emendar esse tipo de tubo
- Pedra porosa convencional ou de madeira
- Açúcar
- Fermento biológico
- Bicarbonato de sódio

Preparação



Faça um furo no centro da tampa da garrafa, o suficiente para passar o tubo plástico sem folga (pode utilizar um prego quente). Após introduzir um pequeno pedaço do tubo, vede hermeticamente em volta do furo com cola de silicone.







Dissolva 2 copos (de 200ml) e meio de açúcar em 1 litro de água sem cloro (se você amornar um pouco a água a dissolução é mais rápida). Dissolva 1 colher de sopa bem cheia de fermento biológico (ou um tablete de 15g), do tipo usado para massa de pão, em um copo de água sem cloro. Misture as duas soluções e acrescente meia colher de chá de bicarbonato de sódio.



Encha a garrafa com a solução final e se necessário acrescente água sem cloro até o nível alcançar no máximo 10cm abaixo da tampa (é importante que a extremidade do tubo que penetra na garrafa através da tampa fique distante da solução para não se correr o risco de um sifonamento acidental da solução para o aquário). Tampe a garrafa com a mão e misture bem, sacudindo com se estivesse preparando um cocktail. Deixe esfriar até atingir a temperatura ambiente.

Quando a produção de CO2 estiver forte, o que deve levar no mínimo 1h., coloque a tampa que você preparou, conecte uma ponta do tubo plástico ao pedaço de tubo que sai da garrafa e a outra a pedra porosa. Introduza a pedra no aquário. Em alguns minutos deve começar uma pequena produção de borbulhas, parecerá pouco, mas será o suficiente para gerar grandes efeitos. Se tudo correr bem, essa solução deverá produzir CO2 a uma taxa relativamente constante por no mínimo 10 dias, após as quais terá que ser substituída por uma nova. Mais adiante falaremos de uma série de cuidados que você deverá tomar.

Funcionamento



A fermentação, que é uma modo de respiração anaeróbico, é um processo inverso ao da fotossíntese. Consiste na quebra de moléculas dos compostos orgânicos com a liberação da energia dessas ligações moleculares desfeitas. Tal energia é usada pelas células (fungos e bactérias responsáveis pelo processo de fermentação) para os movimentos e as sínteses químicas necessárias à sua sobrevivência e reprodução. As bactérias do fermento biológico produzem enzimas que decompõem as moléculas do açúcar gerando como subprodutos o álcool e o dióxido de carbono.

As quantidades de açúcar e fermento usadas na mistura podem variar muito. Em princípio, a quantidade de açúcar estaria associada à longevidade da mistura e a de fermento à taxa de produção, mas há limites além dos quais não se pode mais aumentar essas variáveis, pois a quantidade de álcool produzido acaba matando as bactérias e diminuindo a vida útil da solução. O bicarbonato de sódio serve como "tampão" para o pH da mistura, já que a produção de CO2 também acidifica a própria solução, reduzindo sua produtividade mais rapidamente. Sugiro que o leitor anote as quantidades usadas a cada mistura e compare os resultados para descobrir qual a proporção mais eficiente em seu caso. Como não há um controle científico de todas as variáveis envolvidas no processo, sempre existirá uma certa variação nos resultados obtidos por diferentes usuários desse método.

Utilização

A variação do pH, produzida pelo ácido carbônico, é muito rápida, por isso é preciso ter cuidado quando iniciar a injeção do gás. Grandes variações de pH em intervalos curtos de tempo pode estressar os peixes e, em casos extremos, até levá-los à morte. Evite provocar variações maiores que 0,2 em intervalos inferiores a 4 horas. Como o CO2 dissolve-se por contato com a água, e como, nesse dispositivo, não temos nenhuma válvula para regular a quantidade de gás injetado, a regulagem da quantidade dissolvida é feita controlando-se o tempo de contato das bolhas com a água. Para tanto, basta controlar a profundidade em que a pedra porosa será colocada. Use uma ventosa para prender o tubo ao vidro na altura desejada, quanto mais fundo for colocada a pedra mais CO2 será dissolvido até que as bolhas atinjam a superfície. Comece fixando a pedra a 5cm da superfície, depois de uma hora verifique a variação de pH, vá abaixando gradativamente a pedra até atingir o pH desejado. Depois que você utilizar o sistema pela primeira vez, já vai ter uma idéia da escala de variação produzida para as dimensões do seu aquário, então poderá ajustar a altura mais rapidamente da segunda vez. A medida em que a produção do gás for diminuindo, após alguns dias, você poderá abaixar mais a pedra para prolongar a utilização da mistura. No início, é importante que você verifique o pH diariamente para certificar-se que o sistema está estável e corrigir a altura da pedra, caso necessário, para manter o pH na faixa que for determinada. Quando for decidir qual o valor de pH que será mantido, leve em conta que na ausência de luz haverá uma redução tanto maior quanto mais plantas o seu aquário possuir. De qualquer modo, não suspenda a injeção do gás no período escuro, pois a variação seria maior no sentido contrário da escala.

Quando a produção de CO2 estiver muito fraca e for hora de substituir a mistura, é aconselhável que você tenha uma garrafa sobressalente para preparar a nova mistura. Somente faça a substituição quando a nova mistura já estiver produzindo, assim evita-se maiores variações. Lembre-se que suspendendo bruscamente a injeção o pH retornaria rapidamente ao seu valor original.

Com o tempo, ficará mais fácil manter o controle do sistema, pois você vai começar a perceber visualmente as variações através da quantidade de produção de bolhas do injetor e também pelas micro bolhas de oxigênio produzidas pelas plantas quando a taxa de CO2 estiver alta o suficiente para acelerar a fotossíntese. Mas, sempre será necessário medir o pH quando desconfiar de alguma alteração significativa.

_________________
abraços,
Augusto Gadelha
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